O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) divulgou esta semana o livro “Terras Raras no Brasil: estado da arte, cenários e um mapa do caminho estratégico para 2026–2040”, que apresenta alternativas para a exploração de terras raras no país.
Assinado por uma equipe de dez engenheiros e pesquisadores, o documento analisa cenários nacionais e internacionais, além de estudar as cadeias industriais para a produção de elementos químicos metálicos conhecidos como terras raras, essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia.
O livro também mapeia reservas minerais no Brasil, incluindo as da Amazônia, e propõe a exploração desses recursos com cooperação internacional e capital multilateral. A apresentação ocorreu durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, realizado no Rio de Janeiro.
Os elementos químicos das terras raras são fundamentais na produção de itens como carros elétricos e turbinas eólicas, que têm alta demanda global. O diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, destacou que o Brasil deve decidir se quer ser um fornecedor de commodities ou desenvolver uma indústria própria para agregar valor aos seus recursos.
Gomes enfatizou a importância de uma política industrial voltada para as terras raras, com investimentos na formação técnica e no financiamento de empreendimentos. A Universidade Federal de Pernambuco está preparando um curso de pós-graduação para formar mão de obra qualificada nesse setor.
A expectativa é que o livro contribua para os debates no Senado sobre o Projeto de Lei 2780/2024, que visa criar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e um conselho vinculado à Presidência da República.