O 2º Encontro da Rede Amazonense de Proteção de Dados (RAPD) ocorreu nesta quinta-feira (27/8) em Manaus, reunindo especialistas para debater os impactos da Inteligência Artificial (IA) na sociedade e a proteção de dados pessoais.
Com o tema “Inteligência Artificial e Sociedade: Controle, Comportamento e Confiança”, o evento foi realizado no auditório do Centro Administrativo Desembargador José de Jesus Ferreira Lopes, anexo ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A 2ª subdefensora pública geral do Amazonas, Sarah Lobo, destacou a importância da educação em direitos para combater a vulnerabilidade digital da população.
Rudson Nunes, presidente da RAPD, enfatizou a necessidade de disseminar conhecimento sobre IA, ressaltando que a tecnologia já influencia o cotidiano das pessoas. Durante o encontro, Ângela Halen Claro, da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), apresentou um estudo sobre deepfakes, alertando sobre os riscos associados a essa tecnologia.
No painel “De quem são os nossos dados na era da inteligência artificial?”, Juliana Campagnolli, da OAB-AM, discutiu a dificuldade de controlar o uso de dados pessoais em um mundo onde a IA se torna cada vez mais invisível. O controlador-geral do Estado do Amazonas, Jeibson Justiniano, abordou a necessidade de equilibrar transparência e proteção de dados em investigações.
O evento também destacou os desafios das deepfakes e a importância de criar mecanismos para proteger a dignidade humana. Sarah Sakamoto, da Defensoria Pública do Paraná, enfatizou a necessidade de disseminar conhecimento para evitar golpes digitais. O último painel, mediado pelo promotor Darlan Benevides de Queiroz, refletiu sobre os limites do uso de dados pessoais em IA.