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sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Fumaça em Manaus: Alerta de saúde vai além do respiratório, orienta especialista

Fumaça em Manaus: Alerta de saúde vai além do respiratório, orienta especialista
Fumaça em Manaus: Alerta de saúde vai além do respiratório, orienta especialista
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A persistência da fumaça sobre Manaus nos últimos dias reacende o alerta para os cuidados com a saúde, que se estendem para além das vias respiratórias. Segundo o pneumologista Mário Sérgio Fonseca, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), os poluentes presentes na fumaça carregam micropartículas capazes de afetar o organismo de todos, inclusive de pessoas sem histórico de doenças pulmonares.

O especialista explica que o contato com esses poluentes pode irritar diversas regiões do corpo. Os primeiros sinais frequentemente surgem nos olhos e no nariz, progredindo para as vias respiratórias, como traqueia e brônquios, e manifestando-se por meio de tosse e desconforto respiratório. “Ela é muito mais intensa e prejudicial para aqueles que já têm doenças pulmonares prévias. Indivíduos asmáticos, por exemplo, podem entrar em crise por causa dessa exposição”, alerta o pneumologista.

Mesmo quem não possui doenças respiratórias crônicas pode experimentar sintomas como irritação e vermelhidão nos olhos, coceira ocular, coriza, irritação na garganta e tosse. Enquanto uma exposição pontual pode causar desconfortos passageiros, a exposição contínua agrava o quadro. “Uma exposição contínua faz com que essas estruturas permaneçam comprometidas”, afirma Mário Sérgio, ressaltando que isso pode levar à exacerbação de doenças crônicas e à necessidade de atendimento de urgência.

Os riscos da fumaça não se limitam ao sistema respiratório. O pneumologista destaca que componentes como material particulado e monóxido de carbono representam um perigo maior para pessoas com doenças cardiovasculares e gestantes, grupos que merecem atenção redobrada durante períodos de alta poluição.

É fundamental observar a intensidade dos sintomas e como eles impactam as atividades diárias. Sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar um serviço de urgência incluem falta de ar muito intensa, cansaço, dor torácica ou desconforto respiratório que limite as atividades, conforme orientação do médico.

Para minimizar os efeitos da fumaça, algumas medidas preventivas são essenciais. O Dr. Mário Sérgio Fonseca recomenda evitar atividades físicas ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida. Em casa, manter ambientes fechados e reduzir a entrada de ar externo pode ajudar, e o uso de purificadores de ar também é uma opção para diminuir a exposição aos poluentes.

Para trabalhadores que precisam permanecer ao ar livre, os cuidados devem ser intensificados: manter boa hidratação, fazer pausas regulares, evitar esforço físico excessivo, buscar locais com menor concentração de fumaça e usar máscaras são medidas importantes para a proteção. O HUGV-Ufam, vinculado à Universidade Federal do Amazonas e parte da Rede HU Brasil (Ebserh), reforça a importância dessas orientações para a saúde da população.

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