No último sábado, o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Telessaúde da Amazônia da Ufam (NTSA) promoveu a mesa-redonda “Conectando territórios e cuidado: saúde digital para ampliação do acesso à saúde em povos indígenas e comunidades ribeirinhas da Amazônia” durante o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, da Abrasco.
A abertura foi feita pela professora Celsa da Silva Moura Souza, coordenadora do núcleo. A mesa, coordenada pela professora Ione Rodrigues Brum, contou com a participação de especialistas como Rafael Prado, Sediel Andrade Ambrósio, Laura da Silva Ferreira e Adélia Delfina da Motta Silva.
Os debatedores discutiram experiências sobre o uso da saúde digital para melhorar o acesso aos serviços de saúde em áreas amazônicas. Rafael Prado apresentou a iniciativa de telessaúde em Parintins, destacando a teleconsultoria e o telediagnóstico na Atenção Primária à Saúde.
Sediel Andrade Ambrósio abordou os desafios enfrentados em territórios indígenas do Alto Rio Negro, como as distâncias e a infraestrutura deficiente. Laura da Silva Ferreira trouxe a perspectiva do povo Kokama, enfatizando a importância do controle social na saúde.
Adélia Delfina da Motta Silva discutiu políticas de saúde digital e estratégias para reduzir desigualdades regionais. Após as apresentações, houve um diálogo com o público sobre a continuidade dos serviços de telessaúde na Amazônia.
Os participantes também celebraram os 36 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), encerrando a mesa com um parabéns coletivo.