PRESIDENTE FIGUEIREDO (AM) — O VII Seminário Agropecuário de Presidente Figueiredo, realizado na última sexta-feira (18), reuniu mais de 150 participantes em busca de soluções para os desafios do campo e o fortalecimento da produção rural. O evento, promovido pelo Sindicato Rural local e Sebrae/AM, em parceria com o Sistema FAEA/SENAR/FUNDEPEC/Sindicatos, se consolidou como um espaço essencial para o diálogo entre produtores, instituições financeiras e o poder público.
Durante o seminário, foram discutidos temas relevantes para o desenvolvimento do setor primário, como gestão da propriedade, regularização fundiária, crédito rural, sanidade animal e sustentabilidade, com ênfase nas estratégias para mitigar os impactos da estiagem que afetam os produtores da região.
A palestra do presidente da FAEA, Muni Lourenço, foi um dos destaques do evento, onde abordou “As Tendências Sobre O Futuro Do Agro No Brasil: Construindo Um Agro Forte”. Lourenço ressaltou a importância de os produtores enxergarem suas propriedades como empreendimentos econômicos modernos, focados em planejamento e tecnologia.
“O setor agropecuário passa por mudanças constantes. Hoje, o produtor precisa buscar eficiência, saber administrar e utilizar tecnologia. Não há mais espaço para o amadorismo no meio rural”, afirmou Muni Lourenço.
Ele também mencionou a digitalização no agronegócio e a necessidade de ampliar o acesso a mecanismos de gestão de risco, como o seguro rural, e fortalecer linhas de crédito adaptadas à realidade dos produtores locais.
Leonardo Mississipi, presidente do Sindicato Rural de Presidente Figueiredo, destacou a importância da união institucional para transformar o potencial do município em resultados tangíveis. O gerente do Sebrae/AM, Fábio Castro, enfatizou o compromisso de criar planos de ação contra a estiagem.
A programação técnica incluiu painéis sobre financiamento, máquinas e responsabilidade socioambiental, além de diagnósticos sobre a avicultura comercial de pequena escala. Agricultores de diversas áreas expressaram suas demandas, destacando a necessidade de levar problemas reais às autoridades em um momento crítico de perda de renda devido à seca.