Na Aldeia Boa Vista, na Terra Indígena Andirá-Marau, em Barreirinha (AM), um novo esforço para a proteção dos quelônios da Região Amazônica foi realizado entre 21 e 25 de setembro. O encontro reuniu lideranças, jovens e manejadores Sateré-Mawé em uma formação que visa acompanhar e proteger as espécies essenciais para a vida das comunidades do Rio Andirá.
A iniciativa, promovida pelo Sebrae Amazonas em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam – Campus Parintins), a Prefeitura de Barreirinha e a Associação Suriri Pakūp de Etnodesenvolvimento, faz parte do Programa Cidade Empreendedora no município.
Com uma carga horária de 40 horas, a Formação Inicial e Continuada (FIC) “Manejo e Conservação Participativa de Quelônios Amazônicos” contou com a participação de 25 indígenas e foi conduzida pelo professor Anndson Brelaz de Oliveira, especialista em Recursos Pesqueiros. As oficinas integraram saberes tradicionais dos anciãos indígenas com técnicas científicas.
A programação utilizou a Pedagogia da Alternância e a metodologia de pesquisa-ação, incluindo rodas de conversa, diagnósticos ambientais e práticas em locais de desova. Os participantes aprenderam sobre a identificação de espécies como irapuca, tracajá e cabeçudo, além de cuidados com ninhos e filhotes.
Como resultado da formação, os participantes iniciaram a elaboração de uma cartilha comunitária bilíngue, em português e na língua Sateré-Mawé, e um Plano Comunitário de Manejo para a bacia do Rio Andirá. Esses materiais visam reunir informações técnicas e saberes tradicionais, servindo como referência para a conservação das áreas de reprodução e das populações de quelônios.