O Prêmio Sebrae de Jornalismo, em sua 13ª edição estadual, celebrou recentemente em Manaus trabalhos que lançam luz sobre a diversidade e a resiliência do empreendedorismo no Amazonas. Histórias que vão do comércio informal à moda indígena, passando pela cafeicultura sustentável e iniciativas periféricas, foram reconhecidas na cerimônia realizada no auditório do Sebrae Amazonas, no Centro da capital.
A premiação reuniu os vencedores das cinco categorias – Jornalismo em Texto, Jornalismo em Áudio, Jornalismo em Vídeo, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário. Mais de 80 trabalhos foram inscritos no estado, com 17 chegando à etapa final, avaliados por uma comissão julgadora composta pelas jornalistas Andrea Vieira, Arthemisa Gadelha e Luana Borba.
Para a diretora superintendente do Sebrae-AM, Ananda Carvalho Normando Pessôa, o prêmio é um reconhecimento essencial aos profissionais que dão visibilidade às trajetórias de quem empreende no estado. “Passamos de uma década de premiação e o Sebrae entende a importância de reconhecer quem dá visibilidade às histórias empreendedoras. É por meio do jornalismo que essas histórias chegam mais longe e mostram a força de quem empreende no nosso Estado”, afirmou. Ananda também ressaltou a resiliência do empreendedor amazonense diante dos desafios de logística e a importância de “dar voz a quem movimenta nossa economia”.
A diretora administrativa e financeira do Sebrae Amazonas, Adrianne Antony Gonçalves, complementou, destacando o impacto do jornalismo na valorização de histórias distantes dos grandes centros. “Tem muitas matérias que falam de atividades do interior, olhando com novidade para criações e insumos regionais. Isso, para a juventude, é muito bom, porque dá outro patamar, outra visão, outra perspectiva. E só conseguimos isso através de uma imprensa livre, atuante e de qualidade”, disse.
Entre os premiados, Elen Viana, do portal Rios de Notícias, venceu na categoria Jornalismo em Texto com a reportagem “Empreendedorismo de sobrevivência: Informalidade no AM atinge quase um milhão e expõe rotina de até 14 horas nas ruas”. O trabalho trouxe à tona a realidade de ambulantes de Manaus, evidenciando como o comércio informal se tornou fonte de sustento para milhares de pessoas e os desafios enfrentados por esses trabalhadores, um cenário crucial para a compreensão do mercado de trabalho local e para a busca por soluções de formalização.
Na categoria Jornalismo em Vídeo, Ruthiene Bindá, do Grupo Rede Amazônica, foi premiada pela matéria “Empreendendo com café no Amazonas: cultivo transforma florestas degradadas e vidas de agricultores”. A produção destacou a expansão da cafeicultura no estado, mostrando como a atividade se tornou uma alternativa de renda para agricultores, transformando áreas degradadas e impulsionando o desenvolvimento econômico sustentável em regiões rurais.
O Fotojornalismo reconheceu Raphael Alves, da agência Amazônia Real, pelo trabalho “Fios de memória: um futuro que honra a ancestralidade”, que registrou mulheres indígenas Witoto do Ateliê Derequine, no Parque das Tribos, em Manaus. As imagens valorizaram como essas empreendedoras transformam sua ancestralidade em negócios de moda e design, gerando renda e fortalecendo a identidade cultural e econômica de suas comunidades.
Maurício Max, da BandNews Difusora, venceu em Jornalismo em Áudio com a reportagem “Marca de moda inspirada na cultura periférica amazônida valoriza sustentabilidade para reduzir desperdício em Manaus”. A matéria revelou a Cepecompany, marca que ressignifica expressões periféricas de Manaus em peças de moda, promovendo a sustentabilidade e desafiando preconceitos, ao mesmo tempo em que cria oportunidades de negócio e valoriza a cultura local. Já na categoria Jornalismo Universitário, o documentário “AIKUNATCHICA YRA”, da Agência Comunica/Fametro, produzido por Claudia Miranda e equipe, abordou o empreendedorismo feminino indígena a partir da trajetória da estilista Yra Tikuna e sua marca, evidenciando o potencial e os desafios de mulheres indígenas no universo dos negócios.