O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) promoveu uma reunião com representantes das prefeituras de Manaus e de municípios do interior, além de órgãos ambientais, para discutir estratégias de enfrentamento a crises ambientais. O encontro, convocado pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, marcou o início das atividades do Núcleo de Atuação Extraordinária Ambiental (NAE-Ambiental).
A reunião ocorreu no auditório Gebes de Mello Medeiros, na sede do MPAM. Estiveram presentes, além da procuradora-geral, o subprocurador de Justiça para Assuntos Administrativos, André Seffair, e outros membros da instituição.
Durante a abertura, Leda Mara Albuquerque enfatizou a importância de unir esforços para lidar com o grave cenário ambiental. Ela destacou a necessidade de ações preventivas e de conscientização da população. “É importante nós chegarmos também às crianças, aos adolescentes e às comunidades”, afirmou a procuradora.
O encontro também incluiu a apresentação do Painel de Monitoramento de Fogo, uma ferramenta que utilizará geotecnologias para monitorar queimadas na capital e interior do estado, facilitando a atuação do MPAM.
O promotor Carlos Sérgio Edwards de Freitas, coordenador do NAE-Ambiental, alertou sobre a gravidade do fenômeno El Niño, que pode agravar a situação até 2027, e ressaltou a necessidade de articulação entre os órgãos competentes. O presidente da Associação Amazonense de Municípios, Anderson José de Sousa, apoiou a iniciativa e se comprometeu a replicar ações de proteção ambiental nos municípios.
O prefeito de Manaus, Renato Júnior, também se dispôs a colaborar com as ações de combate às queimadas e à campanha preventiva. A ouvidora-geral do MPAM, Silvia Abdala Tuma, anunciou a intenção de formalizar termos de cooperação com os municípios para desenvolver uma campanha educacional permanente sobre prevenção de queimadas.
A secretária municipal de Meio Ambiente de Anamã, Roselane da Silva Costa, compartilhou desafios enfrentados no combate a crimes ambientais, ressaltando a necessidade de apoio da Polícia Civil. O NAE-Ambiental se concentrará no combate a incêndios florestais e poluição atmosférica, contando inicialmente com a participação de vários promotores de Justiça.
