Camille Maria Monfort, uma figura enigmática da Amazônia, é lembrada como a suposta vampira que intrigou a sociedade de Belém no século XIX.
Em 1864, Belém prosperava com a venda da borracha, atraindo artistas europeus ao Theatro da Paz. Entre eles, Camille Monfort, uma cantora lírica francesa, conquistou o público com sua beleza e talento, mas também gerou ciúmes e escândalos.
Seu comportamento ousado, como dançar semi nua nas ruas e passear à noite com vestidos negros, alimentou boatos sobre sua vida pessoal. Rumores afirmavam que ela era amante de um rico fazendeiro e que possuía um desejo insaciável por sangue humano, hipnotizando jovens durante seus concertos.
Camille também era associada a fenômenos sobrenaturais, como a capacidade de se comunicar com os mortos. Sua morte, em decorrência de um surto de cólera, aos 27 anos, não apagou sua lenda, que permanece viva na memória coletiva.
Hoje, sua sepultura, coberta de limo e folhas secas, é um mausoléu de linhas neoclássicas, simbolizando a interseção entre a história e o misticismo amazônico. O romance “Após a Chuva da Tarde” explora sua vida e as lendas que a cercam, convidando os leitores a mergulhar na rica cultura da Amazônia.