A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou a inclusão de 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial, totalizando 380 mil quilômetros quadrados. Essa decisão foi fundamentada em uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que ampliou a plataforma continental brasileira.
A nova área, equivalente ao tamanho do estado de Mato Grosso do Sul, inclui 501 blocos de exploração e foi classificada como Nova Fronteira Exploratória. A ANP destacou que a plataforma continental abrange o leito e o subsolo das áreas submarinas, onde o Brasil exerce soberania para exploração de recursos naturais.
Recentes descobertas de petróleo na Guiana e no Suriname aumentaram o interesse por essa região, e a Petrobras anunciou uma nova descoberta na bacia da Foz do Amazonas, que faz parte da Margem Equatorial. A estatal considera essa exploração fundamental para a reposição de suas reservas, especialmente com a expectativa de declínio do pré-sal na próxima década.
Os novos setores estão localizados nas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão, em profundidades superiores a 3 mil metros. A ANP esclareceu que a inclusão dos blocos no sistema de Oferta Permanente dependerá de análises específicas e não afetará contratos vigentes.
Para o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), a expansão representa um passo estratégico para a segurança energética do país. O diretor executivo da entidade, Cláudio Nunes, destacou que a ampliação permite à indústria explorar novas áreas e aprimorar o conhecimento geológico.
Entidades como o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) também veem a nova delimitação como uma oportunidade para reposição de reservas, enfatizando a necessidade de discutir a política energética e os marcos regulatórios para garantir que os recursos sejam utilizados para fins estratégicos.
