O preço do limão permanece elevado para os consumidores, mesmo durante a entressafra, devido à baixa produção e à dificuldade de colheita. O pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Cepea/Esalq, destacou que a volatilidade dos preços do limão é alta e que as condições climáticas deste ano impactaram negativamente a florada.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, no cinturão cítrico paulista, a média do preço do limão tahiti subiu de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto, representando um aumento de 226,4% em dois meses. Comparando agosto deste ano com o mesmo mês de 2025, o preço foi 71% maior.
No atacado, o preço do limão no Ceagesp, em São Paulo, saltou de R$ 1,82 por quilo em maio para R$ 8,62 em setembro, enquanto na CeasaMinas, o aumento foi de R$ 2,50 para R$ 8,50. A Conab explica que a entressafra se estende até meados de setembro, quando a nova safra começa a entrar no mercado.
A escassez de limões é atribuída ao excesso de chuvas que afetaram a qualidade e a quantidade da produção, especialmente nas regiões de Bebedouro e Matão, que concentram 68% da produção nacional. A normalização dos preços é esperada para o final do ano, com a nova safra.
Embora os preços tenham começado a cair na última semana na Ceagesp, não há garantia de que essa tendência se mantenha. Especialistas alertam ainda para os riscos que o fenômeno El Niño pode trazer para a próxima safra, afetando a florada no final da primavera e início do verão.