A Receita Federal deve ser encarada como uma plataforma de inteligência do Estado brasileiro, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Durante a abertura do 4º Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro, ele enfatizou que o órgão vai além da arrecadação e fiscalização, podendo orientar políticas públicas e aumentar a eficiência do governo.
Durigan afirmou que as informações coletadas pela Receita podem apoiar decisões em diversas esferas, como Executivo, Legislativo e Judiciário. Ele defendeu uma mudança de paradigma, onde o uso intensivo de dados permitirá identificar padrões e anomalias, citando a colaboração com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para monitorar a desoneração de combustíveis.
O ministro destacou a importância da análise de dados agregados e o potencial da inteligência artificial na fiscalização. Com a reforma tributária, a troca de informações entre União, estados e municípios ampliará a capacidade analítica da Receita, permitindo investigações mais eficazes, como demonstrado pela Operação Carbono Oculto.
Nesta operação, foram reveladas movimentações de R$ 11 bilhões em estruturas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Durigan ressaltou que a combinação de análise de dados e integração de informações pode transformar a atuação do Estado, promovendo um governo mais eficiente e inteligente.
