No sábado, 25 de julho, a escritora, filósofa e ativista Angela Davis participou pela primeira vez da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em um dos encontros mais aguardados da programação do Sesc. A conversa, mediada pela jornalista Flávia Oliveira, aconteceu no Sesc Caborê e abordou temas como liberdade, literatura, história e vida pública.
O diálogo aproximou experiências dos continentes africano e americano, destacando conexões históricas, políticas e culturais entre os dois lados do Atlântico. Davis, reconhecida mundialmente por sua luta contra o racismo, o sexismo e o encarceramento em massa, reafirmou a literatura e o pensamento crítico como ferramentas para interpretar o presente e imaginar outros futuros.
A programação do sábado também incluiu contação de histórias, cafés literários, oficinas e shows. No Sesc Santa Rita, houve a contação “Veredas de histórias: encantos amazônicos”, com Emiliana Marajoara, e o café literário “É possível um livro para todos?”, com Carla Mauch e Perla Assunção.
Na Casa Sesc, a mesa “Tradução como criação” discutiu a tradução como processo literário e recriação cultural. As escritoras Socorro Acioli e Monique Malcher participaram da mesa “O que nos assombra”, mediada por Bianca Santana, e o dia terminou com o show “FOFO”, de Chico César.
Os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2026, Leonardo Piana, Abáz e Marcus Groza, também participaram de uma conversa na Casa Estante Virtual, mediada por Pedro Azevedo. O encontro reforçou o trabalho do Sesc na descoberta e valorização de novos autores.
Durante o evento, foram arrecadadas doações de alimentos não perecíveis e contribuições financeiras para instituições sociais de Paraty que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. A programação gratuita e acessível reafirmou o compromisso do Sesc com a democratização da cultura e a formação de leitores.
