O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta segunda-feira (27/07) a operação Usura, com apoio da Polícia Civil, para desarticular uma organização criminosa suspeita de agiotagem e extorsão.
A investigação teve início há cerca de quatro meses, após uma denúncia de uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos. O Gaeco identificou uma estrutura organizada que concedia empréstimos com juros abusivos, que chegavam a 70% ao mês, e intimidava as vítimas para garantir o pagamento das dívidas.
A fase principal da operação foi deflagrada após a prisão de um policial militar investigado, ocorrida na última quarta-feira (22/07). Foram expedidos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, com um mandado de prisão ainda pendente, pois o investigado não foi localizado.
As buscas foram realizadas em imóveis nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus. Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por desacato.
Entre os investigados estão um policial militar e três advogados, cujos escritórios também foram alvo das buscas. A organização criminosa concedia empréstimos de até R$ 200 mil, impondo juros entre 30% e 70% ao mês, com cobranças realizadas por meio de intimidação psicológica.
Até o momento, foram identificadas várias vítimas, a maioria servidores do Judiciário. As investigações ainda buscam estimar o prejuízo financeiro e o período de atuação do grupo. Durante a operação, foram apreendidos dois veículos, dinheiro, joias, documentos e celulares, além de bloqueios em contas bancárias dos investigados.
As investigações continuam sob sigilo para aprofundar a apuração dos fatos e identificar todas as vítimas e possíveis envolvidos na organização criminosa.
