terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Postado emAmazonas, Economia

Missão empresarial chinesa na ZFM abre caminho para novos investimentos

Missão empresarial chinesa na ZFM abre caminho para novos investimentos
Missão empresarial chinesa na ZFM abre caminho para novos investimentos
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Representantes de montadoras e empresas da indústria automotiva chinesa participaram, nesta terça-feira (28), do encontro “Ampliação do Relacionamento – Indústria Chinesa e Zona Franca de Manaus”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), em parceria com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e o Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas (Sinaees).

Ao abrir o encontro, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou que a iniciativa visa posicionar a ZFM como parceira estratégica das fabricantes chinesas que ampliam suas operações no Brasil, atraindo novos fornecedores e agregando valor à cadeia produtiva instalada no Amazonas. “Queremos mostrar ao investidor chinês que a Zona Franca de Manaus possui uma base industrial sólida, competitiva e preparada para atender essa nova dinâmica do mercado automotivo. A expansão das montadoras chinesas no Brasil abre espaço para que fabricantes de componentes também escolham Manaus para produzir. É uma oportunidade de fortalecer nossa cadeia industrial, gerar empregos e ampliar a competitividade do Polo Industrial”, afirmou Silva.

A delegação reuniu representantes de grandes grupos industriais chineses, entre eles Great Wall Motors (GWM), Geely, Omoda & Jaecoo (Grupo Chery), além de executivos da Visteon da China, Europa e Estados Unidos. Participaram também do evento o presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais; secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Gustavo Igrejas; diretor executivo do Sinaees, Marcelo Batista; e Sergio Capela, coordenador da Comissão de Relacionamento Internacional do CIEAM e executivo da Visteon Asia Pacific Incorporation.

Gustavo Igrejas explanou um panorama da evolução da Zona Franca de Manaus, seus incentivos fiscais e os indicadores econômicos do Polo Industrial. Atualmente, o PIM registra cerca de 130 mil empregos diretos e projeta alcançar, em 2026, o maior faturamento de sua história, impulsionado pelo crescimento dos setores eletroeletrônico, de duas rodas e de componentes industriais. O secretário ressaltou que a recente reforma tributária preservou a competitividade da Zona Franca de Manaus, garantindo segurança jurídica aos investidores e reforçando o ambiente favorável para novos empreendimentos.

Idealizador da missão empresarial, Sergio Capela ressaltou que a instalação das montadoras chinesas no Brasil representa uma oportunidade inédita para ampliar a participação da indústria amazonense na cadeia global de fornecimento do setor automotivo. “As montadoras chinesas estão iniciando um processo de nacionalização da produção e precisarão desenvolver fornecedores locais. Manaus reúne tecnologia, capacidade industrial e segurança jurídica para atender essa demanda. Precisamos aproveitar esse momento para inserir cada vez mais empresas do Polo Industrial nessa nova cadeia de suprimentos”, destacou.

Para o presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais, o cenário geopolítico internacional abre uma janela de oportunidades para Manaus ampliar sua participação nas cadeias globais de produção. “O Polo Industrial de Manaus reúne infraestrutura, competitividade e um ambiente institucional consolidado para receber novos investimentos. A aproximação com a indústria chinesa fortalece nossa inserção internacional e amplia as possibilidades de geração de emprego, renda e desenvolvimento sustentável para o Amazonas”, ressaltou.

A perspectiva internacional foi apresentada pelo executivo da Visteon China, Zhang Fenghan, conhecido como Vicent, que mostrou como a indústria automotiva chinesa está redesenhando sua estratégia de expansão global. Segundo ele, o modelo baseado predominantemente na exportação de veículos está sendo substituído por uma nova etapa, voltada à implantação de unidades produtivas nos principais mercados consumidores. Nesse cenário, a localização da produção deixa de ser apenas uma vantagem competitiva e passa a ocupar posição central na estratégia das montadoras chinesas, impulsionando a formação de cadeias locais de fornecedores, parcerias industriais e investimentos de longo prazo.

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