Manaus – A 15ª edição dos Jogos Universitários da Universidade Federal do Amazonas (Juufam) começou nesta quarta-feira (30) com a participação de 4.803 atletas, representando 51 delegações de todas as unidades acadêmicas. A cerimônia de abertura, realizada na quadra poliesportiva da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff), contou com desfile das delegações, acendimento da pira olímpica e apresentações culturais.
Até 7 de agosto, os competidores disputarão 15 modalidades, incluindo duas novidades: arco e flecha e zarabatana, ambas de origem indígena. A inclusão dessas práticas reforça o caráter plural do evento, que também terá competições de atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, vôlei de praia, xadrez, entre outras.
O momento mais emocionante da noite foi o acendimento da pira, conduzido pela estudante de odontologia Tainá Schwartz, campeã dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs) de 2024 e 2025. A tocha foi carregada pelos atletas Ryan Monteiro de Lima (taekwondo), Luiza Eduarda Moraes e Willian Medeiros (atletismo). O juramento do atleta foi feito por Elias Barbosa de França Júnior, que já venceu cinco vezes o Juufam no handebol.
“Esse é um momento de confraternização. É um momento que eu tenho certeza que vocês irão lembrar muitos anos”, celebrou a reitora da Ufam, professora Tanara Lauschner, ao declarar oficialmente abertos os jogos. O vice-reitor Geone Maia Corrêa destacou a importância do evento para a integração dos estudantes do interior com a capital.
Entre as delegações mais aplaudidas esteve a da Formação de Professores Indígenas (FPI), com cerca de 20 atletas. “É um orgulho a gente conquistar um espaço dentro da universidade federal. Mostrar que a Ufam também pertence ao povo indígena”, declarou Joyce Lene Tavares, da etnia Kaxinawá. Alunos de intercâmbio do Programa de Estudante Convênio de Graduação (PEC-G) também participam, competindo em judô e futebol 7 society.
Para garantir a presença dos estudantes de unidades fora da sede, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) investiu R$ 630 mil em auxílios, cobrindo passagens, seguro de vida, uniformes e ajuda de custo. Delegações como a do Instituto de Saúde e Biotecnologia (ISB) e do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA) enfrentaram longas viagens de ônibus e barco para competir.
A pró-reitora Sandra Helena da Silva classificou a edição como “a edição da diversidade”, destacando a inclusão de indígenas, quilombolas e da comunidade LGBTQIAPN+. “O esporte pode incentivá-lo a permanecer estudando”, afirmou, ressaltando o papel do Juufam na permanência dos discentes na universidade.
