O Ministério Público do Amazonas (MPAM) empossou, na sexta-feira (31/07), cinco novos promotores de Justiça substitutos que atuarão em comarcas do interior do estado. A cerimônia, presidida pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, marcou o ingresso da primeira mulher trans na carreira de promotora de Justiça no Brasil.
Os novos membros são Gabriela Ferreira Alves da Silva, Vinicius Freires da Silva, Camyle Cavalcanti Leitão, Fabi Diniz de Queiroz Pilate e Lina Cardoso Fernandes. Eles atuarão, respectivamente, nas comarcas de Uarini, Ipixuna, Canutama, Jutaí e Tonantins, ampliando a presença do MPAM no interior e o acesso da população à Justiça.
Fabi Diniz de Queiroz Pilate, aprovada em concurso público, fez história ao se tornar a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no país. Em seu discurso, ela destacou que a conquista é coletiva: “Não vejo apenas como uma conquista individual, e sim como um sinal de que a Constituição pode, pouco a pouco, concretizar sua promessa de igualdade. Essa posse demonstra que o serviço público pode refletir a pluralidade da sociedade à qual temos o dever de servir”.
A procuradora-geral Leda Mara Albuquerque ressaltou que a posse reforça o compromisso institucional com a diversidade e a inclusão. “A sua conquista transcende a vitória pessoal e demonstra que a Constituição ganha vida quando as instituições públicas acolhem a pluralidade do nosso povo”, afirmou.
Em nome dos empossados, a promotora Gabriela Ferreira destacou a missão do Ministério Público: “Ser promotora de Justiça jamais poderá significar ocupar uma posição. Significará sempre assumir uma missão. O Ministério Público existe para lembrar que nenhuma pessoa será abandonada quando seus direitos forem ameaçados”. Ela também enfatizou o desafio de atuar na Amazônia: “É nesse coração amazônico que o Ministério Público encontra uma de suas mais belas vocações: levar a Constituição onde a geografia impõe desafios”.
O vice-governador Serafim Corrêa, presente à solenidade, destacou a importância do trabalho no interior: “No interior, o promotor é uma das maiores referências da cidade. Vocês encontrarão uma realidade desafiadora, mas tenho a convicção de que cumprirão essa missão com êxito”.
A procuradora-geral também informou que o promotor substituto Zacarias Laureano de Souza Neto, aprovado no mesmo concurso, desistiu da posse para permanecer na magistratura no Acre. O próximo candidato aprovado será convocado imediatamente para completar o quadro.
