A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) começou o mapeamento de terras irregulares ao longo da BR-319, como parte do projeto “Gente da 319”, que visa a regularização fundiária para moradores da região.
A primeira audiência pública do projeto ocorreu em Manaus, onde moradores, como Léia Lima, de 58 anos, expressaram suas expectativas. “Estamos há mais de 40 anos na área da 319. Nós temos a posse, mas não temos a titulação”, afirmou Léia, que também lidera o “Coletivo de Mulheres Agricultoras e Empreendedoras da BR-319”.
A iniciativa, que terá duração total de 36 meses, começará com o mapeamento das comunidades Purupuru, Araçá, Igapó-Açu e Realidade, previsto para durar seis meses. O defensor público geral, Rafael Barbosa, destacou que o objetivo é atender cinco mil famílias e regularizar dois mil imóveis.
David Lima, morador da região, também se mostrou otimista: “Com o documento em mãos, vamos ganhar direitos, como acesso ao crédito para melhorias dos nossos sítios”.
A primeira audiência contou com a presença de representantes de diversas instituições, incluindo o DNIT e a Ufam, que ressaltaram a importância da colaboração para a regularização fundiária.
A presidente da Câmara Municipal de Careiro, Berenice Bastos, enfatizou a relevância do projeto, afirmando que a regularização permitirá que os moradores reconheçam suas moradias como legítimas.