terça-feira, 18 de agosto de 2026
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Palestra no Observatório Nacional destaca importância da interação humano-IA

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Palestra no Observatório Nacional destaca importância da interação humano-IA
Palestra no Observatório Nacional destaca importância da interação humano-IA

No dia 13 de agosto, o Observatório Nacional (ON/MCTI) promoveu a palestra “Hibridização humano-IA: quem está adotando quem?”, que deu início a uma nova agenda de capacitações focada na modernização institucional. O evento ocorreu no Auditório Yeda Ferraz e contou com a presença do diretor do ON, Dr. Jailson Souza de Alcaniz, além de servidores e colaboradores interessados nos impactos da inteligência artificial (IA) na gestão e pesquisa.

Ministrada pelo Prof. Dr. André Fonseca, da COPPEAD/UFRJ, a palestra faz parte da Estratégia ON+10, que visa preparar o órgão para os desafios tecnológicos futuros. Durante sua apresentação, o professor explicou como a IA está se transformando de uma simples ferramenta em uma extensão do julgamento humano.

Um dos principais pontos abordados foi o conceito de “fronteira serrilhada” (jagged frontier). O Dr. André enfatizou que a eficácia da IA varia, sendo altamente produtiva em algumas tarefas, mas ineficaz em outras que podem parecer semelhantes.

Sobre a colaboração entre humanos e IA, o palestrante afirmou: “Os dados demonstram que o modelo híbrido apresenta resultados superiores tanto ao humano isolado quanto à própria inteligência artificial operando de forma autônoma. Felizmente, e aqui cabe um ‘ufa’, nós ainda mantemos um papel fundamental e essencial nesse processo”.

O Dr. André também alertou que a percepção sobre a IA deve ser constantemente atualizada devido à rápida evolução tecnológica. Ele ressaltou a importância de contextualizar as afirmações sobre as capacidades da IA, sugerindo que se acrescente a palavra ‘hoje’ ao final de tais declarações.

O professor ainda mencionou a resistência cultural às novas tecnologias, comparando a IA à transição de réguas de cálculo para calculadoras eletrônicas. Ele destacou a importância de ter recursos tecnológicos disponíveis, especialmente em situações críticas, como um diagnóstico médico durante a madrugada.

Para o Dr. Diogo Pereira, Coordenador de Administração do ON, iniciativas como essa são essenciais para o “ON do Futuro”, com o objetivo de fortalecer uma cultura de inovação e incorporar novas ideias ao cotidiano da instituição.

A palestra concluiu com uma reflexão sobre os riscos associados à IA, como alucinações de dados e viés algorítmico, desafiando o público a considerar o que deve permanecer estritamente humano em um ambiente de trabalho cada vez mais híbrido.

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