A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) estabeleceu um prazo até sexta-feira (21/8) para que órgãos e entidades apresentem soluções para as 16 famílias afetadas pelo incêndio no Residencial Viver Melhor 3, ocorrido em 9 de agosto.
A cobrança foi feita durante uma reunião na sede da Defensoria, com representantes de órgãos estaduais e municipais, concessionária de água e moradores. O objetivo é garantir assistência emergencial, reparos no bloco atingido e definir responsabilidades pelos danos.
O defensor público Carlos Almeida Filho destacou a importância de tratar a situação das famílias como uma questão de política pública de habitação, ressaltando que “precisamos de uma resposta dos órgãos públicos quanto ao amparo emergencial e quanto aos reparos necessários”.
Durante a reunião, foram discutidos também os problemas de segurança do residencial, incluindo o desligamento dos hidrantes durante o incêndio, que foi solicitado pelos próprios moradores devido a vazamentos.
Atualmente, cinco das 16 famílias já foram encaminhadas para receber auxílio-aluguel pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc). O síndico do bloco, Fábio Andrade, relatou que as famílias ainda dependem do apoio dos moradores enquanto aguardam respostas das autoridades.
Ao final do encontro, a Defensoria solicitou informações sobre o não funcionamento dos hidrantes e os órgãos têm até sexta-feira para apresentar soluções. Caso não sejam atendidas, a Defensoria considerará medidas judiciais para responsabilizar os envolvidos.