A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) realizou, nesta segunda-feira (24/8), uma Sessão Especial em homenagem aos 155 anos da Associação Comercial do Amazonas (ACA). Durante a solenidade, a entidade foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado, em razão de sua trajetória e contribuição para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas.
A homenagem foi proposta pelo presidente da Aleam, deputado Adjuto Afonso (União Brasil), por meio do Projeto de Lei nº 142/2026, convertido na Lei nº 8.500/2026. A legislação reconhece oficialmente a importância histórica da associação, que completou 155 anos em junho e está entre as mais antigas entidades representativas do setor produtivo no Amazonas.
Além da entrega do título, a sessão contou com homenagens a antigos presidentes da ACA e a personalidades que contribuíram para a história da instituição. Para Adjuto Afonso, o reconhecimento valoriza uma entidade que acompanhou diferentes momentos da economia amazonense. “O motivo de estarmos aqui hoje é justamente reconhecer o trabalho que a Associação Comercial faz, fez e continua fazendo ao longo de 155 anos em defesa do comércio e da geração de emprego para todo o nosso Estado”, afirmou.
O parlamentar também destacou a relação entre a atuação da ACA e a geração de empregos. “Você não pode ter emprego só na área pública. Você tem que ter emprego na área do comércio, na área da indústria. E eu acho que esse é um grande legado da Associação Comercial: a geração de empregos que alcançamos aqui em Manaus”, ressaltou.
A deputada Alessandra Campelo (PSD) lembrou a participação da ACA nas discussões sobre a Zona Franca de Manaus. O presidente da ACA, Bruno Loureiro Pinheiro, destacou que a entidade atravessou ciclos econômicos, desde a borracha até o modelo Zona Franca. “É uma entidade que atravessa todos os ciclos econômicos do nosso Estado, do período da borracha até o modelo Zona Franca de Manaus”, afirmou. Ele também explicou que a associação nasceu devido à logística do Estado, tema que permanece atual diante dos períodos de estiagem.
O deputado Wilker Barreto (PSD) defendeu maior diálogo entre entidades empresariais e o Legislativo. “Quem gera riqueza não é o governo. Quem gera riqueza é a indústria, o comércio e o serviço”, disse. Ele propôs um calendário permanente de reuniões entre representantes do setor produtivo e parlamentares.
O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras no Amazonas (OCB/AM), Petrúcio Magalhães, destacou a importância do comércio para a economia. “O comércio é uma mola propulsora da economia do Estado”, afirmou. A Sessão Especial reuniu parlamentares, representantes do setor produtivo e ex-presidentes da ACA, incluindo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gustavo Igrejas, e líderes de entidades como Fieam, Cieam e CDL Manaus.
