A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) instaurou um procedimento coletivo para investigar o apagão que afetou Manaus e a região metropolitana no dia 20 de agosto. A instituição enviou ofícios à Âmbar Energia S.A., à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), solicitando esclarecimentos sobre a interrupção no fornecimento de energia.
Os órgãos têm um prazo de dez dias para responder às solicitações. O defensor público Christiano Pinheiro, coordenador do Núcleo Especializado de Atendimento ao Consumidor (Nudecon), relatou que a Defensoria recebeu diversas reclamações de moradores, especialmente da área do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, além de Iranduba e Manacapuru.
Pinheiro destacou que a interrupção causou transtornos significativos a consumidores residenciais e comerciantes, comprometendo atividades cotidianas. A DPAM busca esclarecer as causas, a extensão e as consequências do apagão, além de identificar o equipamento que originou a falha.
A Âmbar Energia deverá informar sobre as áreas afetadas, o número de consumidores impactados e as medidas adotadas para restabelecer o serviço. A ANEEL e o ONS também foram acionados para fornecer detalhes sobre a origem do apagão e possíveis compensações financeiras aos consumidores prejudicados.
Após a análise das respostas, a DPAM poderá tomar medidas administrativas ou judiciais, incluindo a possibilidade de uma ação civil pública para reivindicar danos morais coletivos e compensações pela falta de energia.