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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Defensoria Pública processa Codajás por falta de transparência em programa habitacional

Defensoria Pública processa Codajás por falta de transparência em programa habitacional
Defensoria Pública processa Codajás por falta de transparência em programa habitacional
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A Defensoria Pública do Amazonas ajuizou uma Ação Civil Pública contra o município de Codajás devido à falta de transparência nos procedimentos de inscrição e seleção das famílias de baixa renda que receberão 20 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

Conforme o documento, o município de Codajás foi contemplado, no ano de 2025, com a implementação do programa, voltado a famílias em situação de vulnerabilidade social. Contudo, a proposta não foi levada adiante. A Defensoria aponta que não foi localizada regra pública municipal que discipline a inscrição, habilitação, classificação, listas, recursos, método de seleção final ou cadastro reserva.

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Codajás abriga cerca de 23 mil famílias. Destas, mais de 6 mil estão inscritas no Cadastro Único, das quais 3.742 vivem em situação de pobreza ou extrema pobreza. Portanto, a oferta de apenas 20 moradias torna especialmente sensível a definição dos beneficiários, conforme explica o defensor público Thiago Torres.

“Não estamos contestando a construção das casas, mas a falta de publicidade sobre o processo de seleção. Queremos que todos que tenham direito possam se inscrever e concorrer, com acesso às informações sobre como será feita a escolha dos beneficiários”, explica o defensor Thiago, que atua na ação.

Em setembro, a Defensoria Pública expediu um ofício solicitando que a Prefeitura de Codajás e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania informassem os critérios de seleção, os requisitos para participar do programa, a divulgação das listas de beneficiários e a possibilidade de apresentação de recursos. O prazo de dez dias para a resposta terminou em 5 de outubro, sem a manifestação dos órgãos notificados.

Além da ação judicial, a Defensoria também encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Ministério Público Federal (MPF) para comunicar a situação e solicitar a avaliação de possíveis providências relacionadas às atribuições federais no programa habitacional, caso surja eventual necessidade de atuação própria.

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