A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) realiza, até o dia 21 de outubro, uma ação de atendimento e orientação para 12 comunidades ribeirinhas e indígenas na região do Médio Purus, no sul do estado. A iniciativa, que começou em 13 de outubro, é realizada em parceria com a Cáritas Arquidiocesana e abrange localidades dos municípios de Canutama e Tapauá.
Até o momento, a equipe já atendeu dez comunidades, incluindo Ronca, Distrito de Belo Monte, Ribeirão, Nova Aliança, Catolé, Aramiã, Jitimati, Caburiti, Vila Souza e Macacoari. Os atendimentos em Caissia e Camaruã estão programados até o encerramento da ação. A equipe percorre mais de 24 horas de barco entre as comunidades, que ficam a distâncias consideráveis das sedes municipais.
A defensora pública Bárbara Deucher destacou que a dificuldade de acesso aos serviços básicos aumenta a vulnerabilidade das populações locais. “O foco aqui é garantir direitos às comunidades que pertencem a Canutama e Tapauá, mas ficam distantes das sedes municipais”, afirmou.
As principais demandas incluem a emissão e atualização de carteiras de identidade, além de orientações sobre benefícios previdenciários, como salário-maternidade e seguro-defeso. A equipe também identificou conflitos fundiários e necessidades de infraestrutura nas comunidades.
Outro desafio encontrado é a vulnerabilidade digital, já que a falta de cobertura de telefonia limita o acesso a serviços públicos online. “A falta de sinal de telefone impede que muitos moradores acessem o Gov.br e utilizem os serviços disponíveis na plataforma”, explicou a defensora.
A parceria com a Cáritas permite identificar necessidades estruturais e facilitar o diálogo com os moradores. A instituição já desenvolve trabalhos na região e contribui para a busca de soluções, como a necessidade de placas solares e melhorias em escolas.