O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ampliou a investigação sobre interrupções e atrasos nos serviços de saúde em Tabatinga. O foco da apuração está na Unidade Hospitalar de Tabatinga (UHT) e na UPA Celina Villacrez Ruiz.
O promotor de Justiça Miguel Ângelo da Silva Ribeiro, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tabatinga, coordena a investigação, que busca entender os impactos da paralisação parcial de serviços como clínica médica, ortopedia, ultrassonografia e neonatologia na UHT. Esses problemas são atribuídos a possíveis atrasos nos pagamentos a prestadores de serviços de saúde.
Documentos indicam que a UHT suspendeu temporariamente 120 ultrassonografias eletivas e restringiu os atendimentos de clínica médica por 24 horas. Também foram relatados atrasos salariais de funcionários das áreas de limpeza, manutenção e cozinha, resultando em interrupções no setor de alimentação hospitalar.
A UPA Celina Villacrez Ruiz também está sob investigação, com alegações de atrasos no pagamento de enfermeiros, técnicos de enfermagem e profissionais de radiologia terceirizados. O MPAM busca verificar a regularidade da gestão e fiscalização dos serviços, além de avaliar como essas questões afetam a qualidade da assistência ao SUS.
Como parte das diligências, o MP requisitou informações à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), às direções da UHT e da UPA, e à empresa responsável pelos serviços terceirizados. Os dados solicitados incluem contratos, pagamentos realizados e pendentes, além de medidas adotadas para evitar novas interrupções na assistência.
Após as investigações, o Ministério Público poderá adotar medidas como recomendações, termos de ajustamento de conduta (TAC) ou até mesmo ações judiciais, se necessário.