quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Retinopatia diabética afeta um terço dos diabéticos no Brasil

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Retinopatia diabética afeta um terço dos diabéticos no Brasil
Retinopatia diabética afeta um terço dos diabéticos no Brasil

Uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá retinopatia diabética, uma das principais causas de perda de visão evitável entre adultos em idade produtiva, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Para conscientizar a população, especialmente aqueles que convivem com diabetes, o CBO lançou uma campanha com dicas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, que ocorrerá durante os 24 Dias pelo Diabetes, de 1º a 30 de novembro.

A retinopatia diabética é causada por níveis elevados de açúcar no sangue, que danificam pequenos vasos sanguíneos da retina. A presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, alertou que a doença pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico. “Estamos falando de uma doença que cega, mutila e tira muitas pessoas do mercado de trabalho”, destacou.

Dados mostram que entre 24% e 39% dos diabéticos no Brasil são afetados pela retinopatia, com risco aumentando conforme o tempo de diagnóstico. Após 20 anos, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% com tipo 2 podem apresentar algum grau da doença. O CBO afirma que o diagnóstico e tratamento precoces podem reduzir o risco de cegueira para menos de 5%.

É fundamental que pessoas com diabetes realizem consultas regulares ao oftalmologista, mesmo na ausência de sintomas. O exame de fundo de olho é essencial para identificar alterações na retina. O protocolo do Ministério da Saúde recomenda que pacientes com diabetes tipo 2 façam o exame no diagnóstico e os com tipo 1, cinco anos após o diagnóstico.

Mulheres grávidas com diabetes também devem ser avaliadas trimestralmente durante a gestação e no primeiro ano após o parto. A prevenção da retinopatia diabética também envolve o controle da glicemia e da pressão arterial.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento começa em unidades básicas de saúde, enquanto em planos de saúde, o paciente deve agendar consulta com um oftalmologista credenciado. “Queremos ampliar o acesso para que os pacientes sejam examinados e acompanhados”, concluiu Maria Auxiliadora.

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