A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) promoveu, nesta terça-feira (28/07), uma capacitação para defensores públicos e servidores sobre o projeto ‘Sementes do Amazonas’, que levará educação ambiental a escolas da capital e do interior. O curso, realizado no auditório da sede administrativa, teve como objetivo preparar os participantes para atuar em ações de conscientização e identificar desafios socioambientais da população mais vulnerável.
Durante a capacitação, ministrada pela defensora pública e diretora da Escola Superior da DPE-AM (Esudpam), Karoline Santos, foram apresentados os eixos temáticos do projeto, os materiais didáticos e o funcionamento da aula-piloto realizada na última sexta-feira (24/07) na Escola Estadual Sant’Ana, em Manaus. “Apresentamos a estrutura do projeto e como ele pode ser replicado e disseminado para outros municípios”, destacou Karoline.
O projeto atuará com palestras e dinâmicas de conscientização, transformando alunos e gestores em instrumentos de transformação social. Também mapeará, em todos os municípios do Amazonas, a existência ou ausência de legislação que torne obrigatória a educação ambiental escolar. Segundo dados do Inep, apenas 10% das escolas desenvolvem a educação ambiental como eixo principal.
A defensora pública e coordenadora do projeto, Renata Visco, ressaltou a importância da capacitação: “O resultado positivo desse projeto depende do nosso engajamento nessa pauta tão importante, que é a ambiental. A ideia é tornar os defensores e servidores articuladores da educação ambiental, especialmente para a população mais vulnerável”.
A defensora Daniele Fernandes, que atua em Tabatinga e acompanhou virtualmente a capacitação, destacou que o projeto cumpre a função institucional da Defensoria de promover direitos humanos e cidadania. “Ao desenvolver o ‘Sementes do Amazonas’, a Defensoria promove a educação ambiental como instrumento de cidadania e proteção aos direitos das comunidades que dependem da floresta e dos rios”, concluiu.
O projeto também se insere no contexto da crise climática, com previsão de El Niño forte em 2026 e seca severa na Amazônia. A iniciativa atuará de forma preventiva, conscientizando famílias e comunidades sobre riscos socioambientais. O 1º subdefensor público-geral, Helom Nunes, afirmou: “A Defensoria Pública vai mostrar que a proteção ambiental tem um objetivo, que é alcançar e proteger nosso povo amazonense, que se torna vulnerável devido às crises climáticas e às violações ambientais”.
