O deputado estadual Comandante Dan (Republicanos) criticou, na sessão plenária desta terça-feira (04/08), o abandono das rodovias estaduais do Amazonas e cobrou do Governo do Estado um programa permanente de recuperação da malha viária. Durante o pronunciamento na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o parlamentar resumiu sua preocupação em uma frase.
Segundo o deputado, embora a pavimentação da BR-319 seja uma pauta estratégica para o desenvolvimento do Estado, ela não pode ofuscar a necessidade de investimentos nas rodovias estaduais, fundamentais para a mobilidade da população e o escoamento da produção do interior.
Como exemplo, Comandante Dan destacou a situação da AM-352, que liga Manacapuru aos municípios de Anori, Codajás e Anamã. Após percorrer a estrada, o parlamentar relatou que encontrou trechos com lama, buracos e atoleiros que dificultam o tráfego, especialmente durante o período chuvoso.
De acordo com o deputado, as más condições da rodovia prejudicam o transporte escolar, o acesso aos serviços de saúde, o deslocamento dos moradores e o escoamento da produção rural, principalmente do açaí, uma das principais atividades econômicas da região.
“O abandono dessas estradas significa isolamento para comunidades inteiras e prejuízo para quem produz e trabalha no interior. Infraestrutura também é desenvolvimento, geração de renda e qualidade de vida”, afirmou.
Comandante Dan ressaltou que a realidade da AM-352 se repete em outras rodovias estaduais, que enfrentam problemas de conservação, drenagem, sinalização e manutenção. Para ele, o Amazonas precisa de um programa contínuo de recuperação das AMs, com intervenções preventivas e não apenas ações emergenciais.
Ao concluir o pronunciamento, o deputado defendeu que o Estado trate a infraestrutura rodoviária como política permanente de desenvolvimento.
“Defender a BR-319 não significa esquecer as AMs. O Amazonas precisa das duas. As rodovias estaduais são essenciais para integrar municípios, fortalecer a economia e garantir dignidade à população do interior”, concluiu.