A economia brasileira teve uma queda de 1,1% entre maio e junho, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (17). Apesar desse recuo, o segundo trimestre registrou um crescimento de 0,3%, impulsionado principalmente pelo consumo.
O estudo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, mostra um desempenho positivo acumulado de 1,8% nos últimos 12 meses. O dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, destaca que a desaceleração foi percebida nas principais atividades econômicas: agropecuária, indústria e serviços, com exceção do consumo, que manteve seu ritmo de crescimento.
Ela atribui a manutenção do consumo ao bom desempenho dos serviços e produtos duráveis. Apesar da desaceleração, o resultado do segundo trimestre marca o 20º resultado positivo consecutivo da economia brasileira, evidenciando resiliência em um cenário econômico desafiador.
Entre os fatores que impactam o cenário macroeconômico, Trece menciona o aumento dos preços do petróleo, a elevação das taxas de juros e o endividamento da população. Em agosto, o Banco Central reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, uma medida para conter a inflação.
O Monitor do PIB também revelou que o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação ao primeiro trimestre, enquanto as exportações e importações aumentaram 4,5% e 5,7%, respectivamente. O PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro, enquanto o relatório Focus do Banco Central projeta um crescimento de 1,98% para a economia brasileira em 2026.
