O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revelou, nesta quarta-feira (19), em Brasília, suas estratégias para combater crimes relacionados a celulares. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) está focada em impedir a entrada e o uso ilegal desses dispositivos no sistema prisional, utilizando ações de inteligência, operações, tecnologia e capacitação de policiais penais.
As iniciativas visam abordar diferentes etapas da cadeia criminosa, que inclui furto, roubo, receptação e comércio ilegal de celulares, além do uso desses aparelhos por organizações criminosas dentro das prisões. O ministro Wellington César Lima e Silva destacou a importância da integração entre o Governo Federal e as polícias estaduais para enfrentar essa questão.
André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, enfatizou que as ações no sistema prisional são essenciais para interromper o ciclo de crimes envolvendo celulares, que impactam diretamente a segurança do cidadão.
Durante a coletiva, o MJSP apresentou resultados da Operação Última Chamada, que recuperou 6.052 aparelhos entre 10 e 19 de agosto, resultando na prisão de 97 pessoas e na fiscalização de 227 estabelecimentos comerciais. Além disso, os dados do Programa Celular Seguro mostraram uma redução de 4,5% nos roubos e furtos de celulares entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026.
O combate à comercialização irregular de celulares também foi abordado, com o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, afirmando que fornecedores de celulares roubados são cúmplices do crime. As Operações MUTE, realizadas entre maio e agosto de 2026, resultaram na apreensão de 2.254 celulares em 295 unidades prisionais.
O Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), que começará suas atividades em agosto, será responsável pela coordenação das ações de inteligência penitenciária. A modernização tecnológica em 138 unidades prisionais incluirá investimentos em drones, aparelhos de raio X e outros equipamentos para aumentar a segurança e fiscalização nas prisões.