A equipe econômica do governo apresentou o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, prevendo R$ 133,8 bilhões em investimentos, um aumento em relação aos R$ 110,8 bilhões do orçamento anterior.
A proposta destina recursos para obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e projetos prioritários, sendo que R$ 87,9 bilhões são para despesas primárias e R$ 45,9 bilhões para inversões financeiras, como subsídios habitacionais.
O arcabouço fiscal estabelece um piso de R$ 88,7 bilhões para investimentos, o que significa que o total previsto está R$ 45,1 bilhões acima do limite mínimo. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a capacidade de investimento do governo aumentou, embora ainda não seja suficiente para um crescimento econômico acelerado.
O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deve concentrar R$ 61,5 bilhões em investimentos, com foco em infraestrutura e expansão da capacidade produtiva. O aumento dos investimentos foi viabilizado pelo controle das despesas obrigatórias e pela aplicação de mecanismos de contenção fiscal.
Além disso, a proposta prevê uma redução na participação das despesas obrigatórias no PIB, de 17,5% para 17,3%. As despesas discricionárias, por serem mais flexíveis, são essenciais para acomodar investimentos e cumprir as metas fiscais estabelecidas.
