O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) protocolou representações no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) para investigar as condições de climatização em 41 escolas estaduais, visando garantir ambientes adequados para alunos e professores.
Os relatos indicam problemas como salas sem ar-condicionado, equipamentos quebrados ou antigos e falhas na rede elétrica que comprometem o funcionamento dos aparelhos. A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, destacou a necessidade de apuração, especialmente considerando o investimento de mais de R$ 22 milhões anunciado pelo Governo do Amazonas para a aquisição de 7.700 aparelhos de ar-condicionado entre 2019 e 2025.
Trabalhadores relataram que a falta de climatização afeta diretamente as atividades nas escolas. Na Escola Estadual de Tempo Integral Isaac Benzecry, em Manaus, professores têm utilizado áreas externas devido ao calor intenso. Na Escola Estadual Hilda de Azevedo Tribuzy, os aparelhos antigos não conseguem resfriar adequadamente, causando desconforto e problemas de saúde.
O Sinteam enfatiza que as condições climáticas do Amazonas, agravadas por um estado de emergência climática decretado pelo governo, tornam essencial a adaptação das escolas. A representação ao MPE requer vistorias técnicas e a verificação das condições elétricas, enquanto ao TCE-AM é solicitada uma análise da eficiência dos recursos utilizados na política de climatização.
O sindicato também pediu um levantamento detalhado sobre os 7.700 aparelhos adquiridos, incluindo quantos estão instalados e funcionando, além da situação das escolas em relação à infraestrutura elétrica. As representações foram acompanhadas por levantamentos e relatos dos trabalhadores, com a lista das 41 unidades escolares para subsidiar as investigações.