Após três meses de suspensão, Francisco da Silva, de 64 anos, teve seu Benefício de Prestação Continuada (BPC) restabelecido pela Defensoria Pública do Amazonas (DPAM). O agricultor, morador de Eirunepé, teve o pagamento interrompido devido a um erro de identificação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que confundiu seus dados com os de um homônimo do Rio de Janeiro.
Ambos possuem o mesmo nome, data de nascimento e nome da mãe, o que levou à confusão. O defensor público Karleno José Pereira esclareceu que, apesar das coincidências, existem informações que comprovam que se tratam de pessoas distintas, como CPF, número do benefício e endereço.
Francisco relatou que foi pego de surpresa em junho deste ano com a suspensão do BPC, benefício que recebia desde 2013. Ele destacou que enfrentou dificuldades financeiras e chegou a passar fome sem o auxílio. “Agradeço à Defensoria Pública, porque eu estava precisando muito do meu benefício”, afirmou.
O defensor Karleno Pereira comentou que situações semelhantes têm se tornado comuns, devido ao descasamento de informações entre os bancos de dados do INSS e os cartórios extrajudiciais. Embora a responsabilidade pela atuação seja da Justiça Federal, a DPAM atua em localidades onde a Defensoria Pública da União não está presente, como em Eirunepé, que é um dos maiores e mais distantes municípios do Amazonas.
