No Dia da Amazônia, a Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) realiza o projeto “Sementes do Amazonas”, que promove educação ambiental em escolas públicas da capital e do interior do estado. A iniciativa surge em um contexto de vulnerabilidade climática, com o aumento das temperaturas e os efeitos do Super El Niño.
Dados do Inep mostram que apenas 10% das escolas brasileiras priorizam a educação ambiental em seu currículo. O projeto visa mudar essa realidade, abordando temas como a proteção do meio ambiente e os impactos das mudanças climáticas. A 2ª subdefensora pública geral, Sarah Lobo, destacou que o Amazonas é um dos estados mais afetados por cheias e estiagens severas.
O projeto começou em 24 de julho, na Escola Estadual Sant’Ana, em Manaus, e já alcançou mais de 400 estudantes em diferentes municípios, incluindo Eirunepé e Humaitá. Durante as palestras, os defensores públicos discutem a importância da cidadania e da proteção ambiental, visando conscientizar os jovens sobre os desafios climáticos.
Além disso, a Defensoria Pública também participa da Conferência Local das Juventudes (LCOY), promovendo debates sobre justiça climática e direitos à natureza. A defensora pública Renata Visco ressaltou que a educação ambiental é essencial para empoderar os estudantes como agentes de transformação em suas comunidades.
Com a previsão de uma seca severa para a região, a DPAM reforça a importância de ações preventivas e educativas para mitigar os impactos das mudanças climáticas nas comunidades ribeirinhas.
